sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Pedalar estimula a atenção e também promove o convívio social


Os benefícios de andar de bicicleta não são apenas físicos. 
Michelle Loreto conta o que aprendeu tentando pedalar pela primeira vez.

Do G1, em São Paulo









Nunca é tarde para aprender a andar de bicicleta. Será que pedalar funciona também para quem tem doenças reumáticas? O reumatologista Fabio Jennings fala sobre o assunto no Bem Estar desta segunda-feira (12). O educador físico Mauro Guiselini também participa do programa para comentar sobre os benefícios de andar de bike.
Pedalar envolve força nas pernas, equilíbrio e estabilidade. Aprender a pedalar ainda na infância faz com que a criança adquira autonomia, mantenha o corpo em movimento, desenvolva a coordenação motora e o equilíbrio.
Os benefícios não são apenas físicos. Pedalar estimula a atenção, a disciplina, a concentração e integra os amigos, gerando convívio social. Pedalar não é instintivo, é um aprendizado, por isso é importante o estímulo correto, que inclui a escolha da bicicleta, o ajuste do banco e das rodinhas traseiras.
O sistema nervoso tem como principal característica a capacidade de reter informações nos neurônios e na rede que eles formam. No caso das atividades motoras, quem comanda os movimentos é o cerebelo, parte do encéfalo responsável pela coordenação motora e pelo equilíbrio, que fica na região da nuca, logo acima do pescoço.
Para sair do sedentarismo com a ajuda da bicicleta, é importante pedalar pelo menos durante 30 minutos, na intensidade leve, no mínimo 3 vezes por semana. As pernas podem doer no início, mas é normal porque o exercício tem impacto localizado. Por ser uma atividade aeróbica, ela promove um aumento na produção das beta endorfinas, que aumentam a sensação de alegria/prazer, além de melhorar o controle da pressão arterial e controlar a glicemia.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Sedentarismo aos 40 prejudica a saúde do cérebro


O estudo realizado por pesquisadores americanos mostrou que as pessoas que tiveram pior desempenho no teste de esforço físico realizado aos 40 anos apresentaram menor volume cerebral na tomografia feita 20 anos depois.
Ser sedentário aos 40 anos pode contribuir para o envelhecimento e redução do volume cerebral na terceira idade. É o que diz um estudo publicado recentemente na revista científica Neurology.
A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, analisou 1.583 pessoas, com, em média 40 anos, sem demência ou doenças cardíacas. Todos os participantes realizaram um teste de esforço na esteira e foram submetidos a tomografias do cérebro. Duas décadas depois, os procedimentos foram repetidos.
Os resultados mostraram que as pessoas que tiveram pior desempenho no primeiro teste de esforço apresentaram um menor volume cerebral na tomografia realizada 20 anos mais tarde.

O desenvolvimento de problemas cardíacos também se mostrou um indicador de aceleração do envelhecimento cerebral. Os participantes que não tinham problemas cardíacos nem usavam medicamentos para pressão alta apresentaram o equivalente a um ano de envelhecimento acelerado do cérebro. Por outro lado, aqueles que tinham problemas no coração ou usavam medicação para pressão apresentaram o equivalente a dois anos de envelhecimento cerebral.

"Encontramos uma correlação direta entre má forma física e o volume do cérebro nas décadas seguintes, o que indica envelhecimento acelerado.Além disso, os resultados sugerem que um bom condicionamento físico na meia-idade pode ser particularmente importante para milhões de pessoas ao redor do mundo que já têm alguma evidência de doenças cardíacas.", disse Nicole Spartano, principal autora do estudo.
Os autores também descobriram que as pessoas cuja pressão sanguínea e frequência cardíaca subiam de forma mais acelerada no primeiro teste de esforço corriam um risco aumentado de ter cérebros menores 20 anos depois.
A redução do volume e o envelhecimento cerebral são processos naturais do envelhecimento humano. No entanto, essa atrofia está associada ao declínio cognitivo e ao aumento do risco de demência. Cientistas argumentam que a prática de atividade física pode reverter essa deterioração.
Embora este seja apenas um estudo observacional que mostra apenas uma associação entre as condições, os autores ressaltam que é preciso lembrar que as escolhas de saúde e estilo de vida feitas pelas pessoas podem ter consequências muitos anos depois.





quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Benefícios da atividade física

Os benefícios da atividade física como melhorar a circulação sanguínea, fortalecer o sistema imune e ajudar a emagrecer, podem ser alcançados em cerca de 1 mês após o início da atividade física regular.
Outros benefícios da atividade física como aumento do metabolismo, diminuição do risco de doenças cardíacas, fortalecimento dos ossos podem ser alcançados quando o indivíduo faz alguma atividade física que tenha impacto como caminhadas, pular corda, correr ou dançar, por exemplo. A dança ainda melhora a coordenação dos movimentos e o equilíbrio, aumentando a boa disposição e o humor, melhorando a imagem corporal e a auto estima.

Veja se você está dentro do peso ideal para se exercitar:

anos
Esta informação é obrigatória. Ex.: 23
kg
Esta informação é obrigatória. Ex.: 50,21
m
Esta informação é obrigatória. Ex.: 1,65
Esta informação é obrigatória.
Quem está acima do peso deve praticar exercícios pelo menos 5 vezes por semana, durante 90 minutos, para poder queimar gordura. Idosos também podem fazer exercícios e os mais indicados são aqueles que estão de acordo com a funcionalidade do corpo. Em caso de dor nas articulações, deve-se dar preferência aos exercícios na água, como natação ou hidroginástica, por exemplo.

Veja como se alimentar ao praticar exercícios:

Quem pode fazer atividade física

A prática regular de atividade física é indicada para indivíduos de todas as idades. No entanto, as crianças com menos de 12 anos devem preferir praticar esportes como dança, futebol ou karatê, por exemplo, porque são exercícios que podem ser realizados 1 ou 2 vezes por semana e são mais indicados para esta faixa etária.
Os benefícios da atividade física para crianças e adolescentes incluem:
  • Combater o excesso de peso;
  • Melhorar a auto-estima;
  • Diminuir a depressão;
  • Melhorar o desempenho escolar por melhorar a aprendizagem;
  • Diminuir o estresse e o cansaço;
  • Melhorar a postura;
  • Melhorar a aparência da pele.
As crianças não devem fazer musculação, nem fazer exercícios extenuantes diariamente, mesmo que esteja acima do peso. O exercício diário deve ficar restrito as crianças atletas que devem ser acompanhadas por um profissional qualificado, durante todo o treino.
Os adultos e a idosos, devem estar atentos ao peso, porque quando estão abaixo do peso ideal não devem praticar exercícios regularmente para evitar o gasto calórico excessivo.

Como começar a praticar exercícios

Os exercícios devem ser realizados por todos, de todas as idades e de forma regular, mas antes de começar a praticar exercícios, deixando de ser sedentário, deve-se marcar uma consulta médica para verificar as articulações e o funcionamento cardíaco, porque alguns pacientes só devem fazer exercícios com auxílio do professor da academia ou fisioterapeuta.
Idealmente os exercícios devem ser realizados de 3 a 5 vezes por semana, mas pode-se começar devagar, fazendo apenas 2 dias por semana, durante 30 a 60 minutos. A partir da segunda semana, pode aumentar a frequência para 3 ou 4 dias, conforme a disponibilidade de tempo.
Além disso, a atividade física também pode ser benéfica para quem sofre de dor nas costas, ajudando a reduzir a dor, corrigir a postura e a alongar os músculos. Veja como a atividade física pode aliviar a dor nas costas em Atividade física acaba com a dor nas costas.

Alguns exemplos de exercícios:

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Corrida demais é tão prejudicial quanto exercício nenhum, diz estudo


Praticar corrida em excesso pode ser tão ruim para a saúde quanto não praticar exercício, segundo cientistas dinamarqueses.

Pesquisadores do Hospital Frederiksberg, em Copenhague, estudaram voluntários - todos saudáveis - ao longo de 12 anos: mais de mil praticavam corrida, ao passo que quase 4 mil não praticavam exercícios.

As menores taxas de mortalidade couberam aos praticantes de corrida a ritmo leve e moderado; já os que praticavam corridas intensas não registraram estatísticas muito diferentes das do grupo sedentário.

Quem correu a um ritmo constante durante menos de duas horas e meia por semana teve menos chances de morrer no período.

Já os que correram mais do que quatro horas por semana ou não fizeram exercício nenhum registraram o maior número de mortes.

A corrida ideal

Os cientistas analisaram questionários preenchidos pelos voluntários que participaram da pesquisa.
A partir das respostas, eles concluíram que o ritmo ideal de corrida é cerca de oito quilômetros por hora - moderado. Além disso, eles concluíram que é melhor não correr mais do que três vezes por semana, por um total de até 2,5 horas.

As pessoas que praticavam corridas mais intensas - particularmente aqueles que corriam mais de três vezes por semana ou a um ritmo mais forte do que 11 quilômetros por hora - tinham as mesmas chances de morrer que aquelas que não praticavam exercício.

"Você não precisa fazer tanto exercício para sentir um bom impacto na sua saúde. Talvez, na verdade, você não devesse praticar tanto (exercício). Não há no mundo recomendações de um limite máximo para o exercício seguro, mas deveria haver", disse o pesquisador Jacob Louis Marott.

Caminhada vigorosa

Os pesquisadores ainda não sabem o que está por trás desta tendência, mas acreditam que mudanças no coração durante a prática de exercícios extremos podem oferecer uma explicação.
Em suas conclusões, os pesquisadores sugerem que "exercícios pesados, de resistência, podem induzir a um remodelamento patológico estrutural do coração e artérias no longo prazo".

"A pesquisa mostra que você não precisa correr maratonas para manter sua saúde", disse Maureen Talbot, enfermeira especializada em problemas cardíacos da organização British Heart Foundation.

"A orientação nacional (britânica) recomenda 150 minutos de atividades moderadas por semana. Pode parecer muito, mas até uma caminhada vigorosa é um bom exercício", acrescentou.

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sábado, 17 de janeiro de 2015

Inatividade mata mais do que a obesidade

Um estudo desenvolvido no Reino Unido concluiu que a falta de exercício é mais perigosa do que a obesidade

Por: Redação / MC    |   ontem às 21:53
A falta de exercício mata o dobro de pessoas que a obesidade, diz um estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que demorou 12 anos a desenvolver e inquiriu mais de 300 mil pessoas. 

Os investigadores registaram cerca de 676 mil mortes por ano por causa da inatividade, enquanto o excesso de peso registou 337 mil.

Foi concluído que pelo menos 20 minutos diários de caminhada poderiam gerar benefícios substanciais. Os especialistas afirmam ainda que o exercício físico é benéfico para pessoas de qualquer peso.

«Vinte minutos de atividade física, o equivalente a uma caminhada rápida, é algo possível de incluir em qualquer trajeto para o trabalho, ou em intervalos de almoço, ou à noite, em vez de assistir TV», sugere, Ulf Ekelund, um dos investigadores envolvidos no estudo. 
A obesidade e o sedentarismo andam de mãos-dadas. No entanto, as pessoas mais magras têm maior risco de problemas se forem inativas. As pessoas obesas que fazem exercício já têm melhores condições de saúde.

O estudo, publicado no «Amerixam Journal of Clinical Nutririon», apresenta os perigos da obesidade e da inatividade. Os investigadores acompanharam 334 161 europeus, num período de 12 anos, e avaliaram o peso e a medida de cada pessoa que morreu, vítima destas causas. 

«O maior risco está associado aos classificados como inativos, sejam com peso normal, sobreposto ou obesidade», disse Ekelund à BBC.
O investigador afirma que eliminar a inatividade na Europa baixaria as taxas de mortalidade em cerca de 7,5%, ou 676 mil mortes. Eliminar a obesidade reduziria a mortalidade em apenas 3,6%.
«Mas não acho que esta realidade seja anulada. Também nos  devemos esforçar em reduzir a obesidade e a atividade física deve ser reconhecida como uma estratégia importante da saúde pública», acrescentou o investigador.
As consequências da inatividade e da obesidade são na maioria as mesmas, como a doença cardiovascular. No entanto, a diabetes tipo 2 é mais comum entre os obesos. 





EM BAIXO: Obesidade (Reuters)
Obesidade (Reuters)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Exercícios intensos de 6s 'melhoram saúde de idosos', diz pesquisa

Estudo sugere que treinos intensos reduzem pressão sanguínea e podem ser tão eficientes quanto exercícios mais longos.

Da BBC
Pesquisa Escócia (Foto: BBC)Exércicios podem melhorar saúde dos idosos
(Foto: BBC)
Pesquisadores da Escócia descobriram que seis segundos de exercícios físicos intensos podem transformar a saúde de idosos, ao reduzir a pressão sanguínea e melhorar o condicionamento geral ao longo do tempo.
Esta modalidade de treinamentos curtos, de alta intensidade, tem atraído cada vez mais seguidores, prometendo alguns dos mesmos benefícios que os exercícios convencionais, mas em um tempo muito menor.
O estudo piloto da Universidade de Abertay testou a hipótese em 12 aposentados. O grupo realizou exercícios intensos de bicicleta duas vezes por semana durante duas semanas.
Após os exercícios, os participantes reduziram sua pressão arterial em 9%, aumentaram a sua capacidade pulmonar e acharam mais fácil realizar atividades do dia-a-dia, como levantar-se de uma cadeira ou levar o cachorro para passear.
"Eles não foram excepcionalmente rápidos, mas para alguém dessa idade, foram", disse o coordenador do estudo, John Babraj.
"Muitas doenças estão associadas com o comportamento sedentário - como doenças cardiovasculares e diabetes - mas se mantivermos as pessoas ativas e funcionando, poderemos reduzir o risco (dessas doenças)."
Os resultados foram detalhados na publicação da Sociedade Americana de Geriatria, Journal of the American Geriatrics Society.
Seguro?
O estudo adotou a abordagem que advoga por explorar os limites do corpo durante apenas alguns segundos, em vez de gastar mais tempo em uma corrida de meia hora ou pedalar por alguns quilômetros.

Alguns especialistas argumentam que o treinamento curto e intenso é mais seguro do que o exercício convencional. Nestes últimos, taxas mais altas de batimentos cardíacos e pressão arterial podem levar a ataques cardíacos e derrames.
Babraj disse que corridas por longos tempos "colocam uma pressão maior sobre o coração em geral".
Já o método intenso pode ajudar a reduzir os custos "astronômicos" dos problemas de saúde em idosos, disse ele.
"Temos uma com alta média etária, e se não a incentivarmos a ser ativa, a carga econômica disso será astronômica."
Os exercícios usados na pesquisa podem ser realizados em casa, desde que os interessados procurem aconselhamento médico de antemão, segundo o acadêmico.
Mais de 10 milhões de pessoas no Reino Unido - de uma população total de 63 milhões - têm mais de 65 anos de idade, e esse número tende a aumentar.
No Brasil, há cerca de 14,9 milhões de pessoas nesta faixa etária, segundo o IBGE. O órgão prevê que essa fatia da população atingirá 58,4 milhões em 2060.
Especialistas consultados pela BBC elogiaram que o estudo tenha destacado os benefícios do exercício físico em qualquer idade.
"O estudo desafia a suposição de que tipo de exercício é correto na velhice", disse o secretário-honorário da Sociedade Britânica de Geriatria, Adam Gordon.
"A mensagem geral é que você nunca está velho demais, frágil demais ou doente demais para se beneficiar de exercícios, desde que sejam escolhidos com cuidado."