terça-feira, 17 de maio de 2011

Relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida (Luís Otávio Teles Assumpção Pedro Paulo de Morais Humberto Fontoura)

Relação entre atividade física, saúde e
qualidade de vida. Notas Introdutórias
 
Universidade Católica de Brasília
(Brasil)
 

Luís Otávio Teles Assumpção
Pedro Paulo de Morais
Humberto Fontoura

luis@pos.ucb.br
 
 
 
http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 8 - N° 52 - Septiembre de 2002


Introdução 

Historicamente, a Educação Física tem priorizado e enfatizado a dimensão bio-fisiológica. Entretanto, a partir da década de 80, a presença de outros ramos do saber, especialmente das Ciências Humanas tem participado deste debate. Novas questões, advindas da percepção da complexidade das ações humanas, tem sido trazidas por este outro campo científico. 

Passa-se a estudar a Educação Física em uma visão mais ampla, priorizando a multidisciplinariedade, onde o homem, cada vez mais, deixa de ser percebido como um ser essencialmente biológico para ser concebido segundo uma visão mais abrangente, onde se considera os processos sociais, históricos e culturais. Este ensaio pretende inserir-se nesta discussão. Seu objetivo é contribuir para o debate, de uma forma introdutória, levantando questões sobre o papel das relações sociais no universo da atividade física. O trabalho está estruturado em duas partes. Na primeira, buscamos apresentar a visão que, historicamente, tem legitimado a relação entre a atividade física, saúde e qualidade de vida da perspectiva das ciências biológicas. 

Na segunda parte, com o objetivo de trazer novos elementos para o debate, lançamos um olhar social, cultural e histórico sobre o tema.




O paradigma do Estilo de Vida Ativa
“Paradigmas são as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência.” (Kuhn, 1997)F

A par das evidências de que o homem contemporâneo utiliza-se cada vez menos de suas potencialidades corporais e de que o baixo nível de atividade física é fator decisivo no desenvolvimento de doenças degenerativas sustenta-se a hipótese da necessidade de se promoverem mudanças no seu estilo de vida, levando-o a incorporar a prática de atividades físicas ao seu cotidiano. Nessa perspectiva, o interesse em conceitos como “ATIVIDADE FÍSICA”, “ESTILO DE VIDA” e “QUALIDADE DE VIDA” vem adquirindo relevância, ensejando a produção de trabalhos científicos vários e constituindo um movimento no sentido de valorizar ações voltadas para a determinação e operacionalização de variáveis que possam contribuir para a melhoria do bem-estar do indivíduo por meio do incremento do nível de atividade física habitual da população. Da análise às justificativas presentes nas propostas de implementação de programas de promoção da saúde e qualidade de vida por meio do incremento da atividade física, depreende-se que o principal argumento teórico utilizado está fundamentado no paradigma contemporâneo do estilo de Vida Ativa. Tal estilo tem sido apontado, por vários setores da comunidade científica, como um dos fatores mais importantes na elaboração das propostas de promoção de saúde e da qualidade de vida da população. Este entendimento fundamenta-se em pressupostos elaborados dentro de um referencial teórico que associa o estilo de vida saudável ao hábito da prática de atividades físicas e, consequentemente, a melhores padrões de saúde e qualidade de vida. Este referencial toma a forma de um paradigma na medida em que constitui o modelo contemporâneo no qual se fundamentam a maioria dos estudos envolvendo a relação positiva entre atividade física, saúde, estilo de vida e qualidade de vida. Identifica-se, neste paradigma, a interação das dimensões da promoção da saúde, da qualidade de vida e da atividade física dentro de um movimento denominado aqui de Movimento Vida Ativa, o qual vem sendo desencadeado no âmbito da Educação Física e Ciências do Esporte, cujo eixo epistemológico centra-se no incremento do nível de atividade física habitual da população em geral. O pressuposto sustenta a necessidade de se proporcionar um maior conhecimento, por parte da população, sobre os benefícios da atividade física e de se aumentar o seu envolvimento com atividades que resultem em gasto energético acima do repouso, tornando os indivíduos mais ativos. Neste cenário, entende-se que o incremento do nível de atividade física constitui um fator fundamental de melhoria da saúde pública.

 

Atividade Física & Saúde


Uma tendência dominante no campo da Educação Física estabelece uma relação entre a prática da atividade física e a conduta saudável. A fisiologia do exercício nos mostra inúmeros estudos sustentando esta tese. 

Nesta linha, Matsudo & Matsudo (2000) afirmam que os principais benefícios à saúde advindos da prática de atividade física referem-se aos aspectos antropométricos, neuromusculares, metabólicos e psicológicos. Os efeitos metabólicos apontados pelos autores são o aumento do volume sistólico; o aumento da potência aeróbica; o aumento da ventilação pulmonar; a melhora do perfil lipídico; a diminuição da pressão arterial; a melhora da sensibilidade à insulina e a diminuição da freqüência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo. Com relação aos efeitos antropométricos e neuromusculares ocorre, segundo os autores, a diminuição da gordura corporal, o incremento da força e da massa muscular, da densidade óssea e da flexibilidade. 

E, na dimensão psicológica, afirmam que a atividade física atua na melhoria da auto-estima, do auto conceito, da imagem corporal, das funções cognitivas e de socialização, na diminuição do estresse e da ansiedade e na diminuição do consumo de medicamentos. Guedes & Guedes (1995), por sua vez, afirmam que a prática de exercícios físicos habituais, além de promover a saúde, influencia na reabilitação de determinadas patologias associadas ao aumento dos índices de morbidade e da mortalidade. Defendem a inter-relação entre a atividade física, aptidão física e saúde, as quais se influenciam reciprocamente. Segundo eles, a prática da atividade física influencia e é influenciada pelos índices de aptidão física, as quais determinam e são determinados pelo estado de saúde. 

Para a melhor compreensão deste modelo definem as variáveis que o compõem:


  • Atividade Física é definida, segundo Caspersen (1985) como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que resulta em gasto energético maior do que os níveis de repouso.
  • Saúde, de acordo com Bouchard (1990), é definida como uma condição humana com dimensões física, social e psicológica, cada uma caracterizada por um continuum com pólos positivos e negativos. A saúde positiva estaria associada à capacidade de apreciar a vida e resistir aos desafios do cotidiano e a saúde negativa associaria-se à morbidade e, no extremo, à mortalidade.
  • Para a Aptidão física, adotam a definição de Bouchard et al.(1990): um estado dinâmico de energia e vitalidade que permita a cada um, funcionando no pico de sua capacidade intelectual, realizar as tarefas do cotidiano, ocupar ativamente as horas de lazer, enfrentar emergências imprevistas sem fadiga excessiva, sentir uma alegria de viver e evitar o aparecimento das disfunções hipocinéticas.
    Nesta definição distinguem a aptidão física relacionada à saúde da aptidão física relacionada à capacidade esportiva. A primeira reúne os aspectos bio-fisiológicos responsáveis pela promoção da saúde; a segunda refere-se aos aspectos promotores do rendimento esportivo.
    O modelo em questão vem orientando grande parte dos estudos cujo enfoque é a relação entre a atividade física e saúde na perspectiva da aptidão física e saúde (Barbanti,1991; Böhme,1994; Nahas et al.,1995; Freitas Júnior,1995; Petroski,1997; Lopes, 1997; Ribeiro,1998; Fechio,1998; Glaner,1998; Zago et al.,2000).
    Para Marques (1999), esta perspectiva contemporânea de relacionar aptidão física à saúde representa um estado multifacetado de bem-estar resultante da participação na atividade física. Supera a tradicional perspectiva do “fitness”, preconizada nos anos 70 e 80 - centrada no desenvolvimento da capacidade cardiorrespiratória - e procura inter-relacionar as variáveis associadas à promoção da saúde. Remete, pois, segundo Neto (1999) a um novo conceito de exercício saudável, no qual os benefícios ao organismo derivariam do aumento do metabolismo (da maior produção de energia diariamente) promovido pela prática de atividades moderadas e agradáveis.
    Conforme Neto (1999), o aumento em 15 % da produção diária de calorias - cerca de 30 minutos de atividades físicas moderadas - pode fazer com que indivíduos sedentários passem a fazer parte do grupo de pessoas consideradas ativas, diminuindo, assim, suas chances de desenvolverem moléstias associadas à vida pouco ativa.
    Entidades ligadas à Educação Física e às Ciências do Esporte como a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Conselho Internacional de Ciências do Esporte e Educação Física (ICSSPE), o Centro de Controle e Prevenção de Doença - USA (CDC), o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM), a Federação Internacional de Medicina Esportiva (FIMS), a Associação Americana de Cardiologia e o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS) preconizam que sessões de trinta minutos de atividades físicas por dia, na maior parte dos dias da semana, desenvolvidas continuamente ou mesmo em períodos cumulativos de 10 a 15 minutos, em intensidade moderada, já são suficientes para a promoção da saúde (Matsudo,1999). Nesta mesma direção, encontram-se numerosos trabalhos de abordagem epidemiológica assegurando que o baixo nível de atividade física intervém decisivamente nos processos de desenvolvimento de doenças degenerativas (Powell et al., 1985).
    Dentre os estudos mais expressivos envolvendo esta linha de pesquisa, tem-se o estudo de Paffenbarger (1993). Analisando ex-alunos da Universidade de Harvard, o autor observou que a prática de atividade física está relacionada a menores índices de mortalidade. Comparando indivíduos ativos e moderadamente ativos com indivíduos menos ativos, verificou que a expectativa de vida é maior para aqueles cujo nível de atividade física é mais elevado. Com relação ao risco de morte por doenças cardiovasculares, respiratórias e por câncer, o estudo sugere uma relação inversa deste com o nível de atividade física .
    Estudos experimentais sugerem que a prática de atividades de intensidade moderada atua na redução de taxas de mortalidade e de risco de desenvolvimento de doenças degenerativas como as enfermidades cardiovasculares, hipertensão, osteoporose, diabetes, enfermidades respiratórias, dentre outras. São relatados, ainda, efeitos positivos da atividade física no processo de envelhecimento, no aumento da longevidade, no controle da obesidade e em alguns tipos de câncer (Powell et al.,1985; Gonsalves,1996; Matsudo & Matsudo,2000).
    Destas constatações infere-se que a realização sistemática de atividades corporais é fator determinante na promoção da saúde e da qualidade de vida.

Qualidade de vida 

Recentemente, a relação atividade física e saúde vem sendo gradualmente substituída pelo enfoque da qualidade de vida, o qual tem sido incorporado ao discurso da Educação Física e das Ciências do Esporte. Tem, na relação positiva estabelecida entre atividade física e melhores padrões de qualidade de vida, sua maior expressão. Observa-se, nos eventos científicos, nacionais e internacionais, realizados nos últimos anos, a ênfase dada a esta relação. Muitas são as declarações documentadas neste sentido. O Simpósio Internacional de Ciências do esporte realizado em São Paulo em outubro de 1998, promovido pelo CELAFISCS com o tema Atividade Física : passaporte para a saúde, privilegiou em seu programa oficial a relação saúde/atividade física/qualidade de vida destacando os seus aspectos funcionais e anatomo-funcionais. Os resumos e conferências publicadas nos anais do Congresso Mundial da AIESEP realizado no Rio de Janeiro, em janeiro de 1997, cujo tema oficial foi a Atividade Física na perspectiva da cultura e da Qualidade de Vida, destacam a relação da qualidade de vida com fatores morfo-fisiológicos da atividade física. No I Congresso Centro-Oeste de Educação Física, Esporte e Lazer, realizado em setembro de 1999, na cidade de Brasília, promovido pelas instituições de ensino superior em Educação Física da região Centro-Oeste, o tema da atividade física e saúde representou 20% dos trabalhos publicados nos anais. A temática da atividade física e qualidade de vida foi objeto de discussão em conferências e mesas redondas. Também neste evento observa-se a ênfase dada aos aspectos biofisiológicos da relação atividade física/saúde/qualidade de vida. Vários autores e entidades ligados à Educação Física ratificam este entendimento. Katch & McArdle (1996) preconizam a prática de exercícios físicos regulares como fator determinante no aumento da expectativa de vida das pessoas. A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (1999), em posicionamento oficial, sustenta que a saúde e qualidade de vida do homem podem ser preservadas e aprimoradas pela prática regular de atividade física. Matsudo & Matsudo (1999, 2000), reiteram a prescrição de atividade física enquanto fator de prevenção de doença e melhoria da qualidade de vida. Lima (1999) afirma que a Atividade Física tem, cada vez mais, representado um fator de Qualidade de Vida dos seres humanos, possibilitando-lhes uma maior produtividade e melhor bem-estar. Guedes & Guedes (1995) reconhecem as vantagens da prática de atividade física regular na melhoria da qualidade de vida. Nahas (1997) admite a relação entre a atividade física e qualidade de vida. Citando Blair (1993) & Pate (1995), o autor identifica, nas sociedades industrializadas, a atividade física enquanto fator de qualidade de vida, quer seja em termos gerais, quer seja relacionada à saúde. Silva (1999), ao distinguir a qualidade de vida em sentido geral (aplicada ao indivíduo saudável) da qualidade de vida relacionada à saúde (aplicada ao indivíduo sabidamente doente) vincula à prática de atividade física à obtenção e preservação da qualidade de vida. Dantas (1999), buscando responder em que medida a atividade física proporcionaria uma desejável qualidade de vida, sugere que programas de atividade física bem organizados podem suprir as diversas necessidades individuais, multiplicando as oportunidades de se obter prazer e, consequentemente , otimizar a qualidade de vida. Lopes & Altertjum (1999) escrevem que a prática da caminhada contribui para a promoção da saúde de forma preventiva e consciente. Vêem na atividade física um importante instrumento de busca de melhor qualidade de vida. O “Manifesto de São Paulo para a promoção de Atividades Físicas nas Américas” - publicado na Revista Brasileira Ciência e Movimento (jan/2000) - destaca a necessidade de inclusão da prática de atividade física no cotidiano das pessoas de modo a promover estilos de vida saudáveis rumo a melhoria da qualidade de vida. Fora dos círculos acadêmicos, os meios de comunicação constantemente veiculam informações a respeito da necessidade de o homem contemporâneo melhorar sua qualidade de vida por meio da adoção de hábitos mais saudáveis em seu cotidiano. Neste contexto, a Federação Internacional de Educação Física - FIEP, elaborou o “Manifesto Mundial de Educação Física - 2000”, o qual representa um importante acontecimento na história da Educação Física pois pretende reunir em um único documento as propostas e discussões efetivadas, no âmbito desta entidade, no decorrer do século XX.. O manifesto expressa os ideais contemporâneos de valorização da vida ativa, ou seja, ratifica a relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida e prioriza o combate ao sedentarismo como objetivo da Educação Física (formal e não formal) por meio da educação para a saúde e para o lazer ativo de forma continuada. Novos olhares sobre a relação Atividade Física e Saúde Diferentes visões acerca da atividade física, da qualidade de vida e da saúde foram acima apresentadas. Correspondem a visões bastante disseminadas e aceitas no domínio da Educação Física. Em comum, nestas análises, encontramos o acentuado viés biológico que as marca e as caracteriza. Este, historicamente, tem sido a base da formação do profissional de Educação Física. Segundo compreendemos, a questão não nos parece suficientemente resolvida deste ponto de vista. A relação entre atividade física e saúde envolve uma multiplicidade de questões. Resolvê-la exclusivamente pelo paradigma naturalista é desconhecer a complexidade do tema. O ser humano não pode ser reduzido à dimensão biológica pois é fruto de um processo e de relações sociais bem mais amplas e abrangentes. Neste contexto, as Ciências Sociais oferecem importante contribuição para o debate ao conceber o homem segundo uma lógica distinta daquela estritamente bio-fisiológica. No entender dessas ciências, a realidade não é um dado unívoco, mas uma construção social, que varia segundo a história, as diferentes estruturas e os diferentes processos sociais. Na perspectiva naturalista, pouca atenção tem sido dada aos interesses políticos e econômicos associados à saúde, à aptidão física e aos estilos de vida ativa. Esta visão assumiu uma postura eminentemente individualista e biologicista no qual elaborou-se o conceito de vida fisicamente ativa independentemente de uma análise cultural, econômica e política, desconsiderando as contradições estruturais que limitam as oportunidades de diferentes grupos sociais.



Lecturas: Educación Física y Deportes · http://www.efdeportes.com · Año 8 · Nº 52  







 

domingo, 27 de março de 2011

Especialistas ensinam a melhorar coordenação, agilidade e equilíbrio

Ao esperar longamente por um ônibus no ponto ou pelo metrô na estação, você pode se exercitar. É o que propõe o preparador físico José Rubens D’Elia que, ao lado, dos apresentadores Mariana Ferrão e Fernando Rocha, foi conferir de perto essas situações e mostrar para as pessoas que é possível se mexer enquanto a maioria fica parada.

O programa desta sexta-feira (25) falou sobre a importância de movimentos de coordenação motora, equilíbrio e agilidade, que podem melhorar a memória e a inteligência. Junto com a fisioterapeuta Lana Ferreira, D’Elia ensinou atividades de coordenação ao lavar um prato ou trocar uma xícara ou escova de dente de mão.

Eles também recomendaram distribuir o peso carregado pelo corpo todo, dar uma alongada e uma espreguiçada de vez em quando. Além disso, exercícios para a panturrilha são ótimos, pois ela tem a função de bombear o sangue de volta para o coração e o restante do organismo.

O consultor do Bem Estar disse, ainda, que encolher a barriga ajuda. “Se você fizer isso várias vezes por dia, sua cabeça e seu corpo vão interpretar que você já não tem que ter mais essa barriga.”

D’Elia mostrou que existem dois tipos básicos de capacidade coordenativa: os gerais – como caminhar, saltar e arremessar – e os finos – relacionados a movimentos mais específicos, que exigem interação do corpo com os órgãos sensoriais. Os dois são resultado da interação entre cérebro, sistema nervoso, musculatura e articulações.

Os benefícios de incluir exercícios de coordenação no dia a dia vão além do físico. Eles ajudam a conectar a cabeça ao corpo, desafiando a mente - em particular, a memória, a consciência e a aprendizagem. Como uma minoria vivencia isso na infância, a qualidade dos movimentos e da coordenação motora fica adormecida, mas sempre é tempo de reativá-la.

Exercício de coordenação para braços com movimentos circulares

É parecido ao movimento da natação: braços bem esticados à frente. Você vai abaixá-los, estendê-los e girá-los em uma amplitude bem grande. Faça o mesmo exercício ao contrário: levante os membros superiores, estenda-os e gire-os até voltar ao ponto inicial.

Para evoluir na atividade, mexa cada braço em uma direção - direito para baixo e esquerdo para cima (e vice-versa).

Exercício de equilíbrio para braços e pernas

Flexione um cotovelo, depois o outro, alternando o movimento. Faça o movimento de flexão com as pernas, transferindo o peso de uma para outra.

A evolução do exercício inclui movimentos unindo membros superiores e inferiores. Seu braço direito com a perna esquerda e vice-versa.

Exercício de agilidade para pernas

Faça um aquecimento para iniciar a atividade. Abra e feche a perna com um salto. Depois, com um cabo de vassoura, jogue-o sobre com ombros com os braços bem abertos,
segurando com as mãos nas extremidades. Eleve a perna girando (com uma leve rotação do tronco) para o mesmo lado e vice-versa.

Com a ajuda da vassoura, que vira um obstáculo, pule o cabo para frente e para trás. A evolução do exercício abrange a troca de pernas sobre esse obstáculo. Perna direita à frente, esquerda atrás e vice-versa, flexionando levemente os joelhos.

Com as duas pernas juntas usando o obstáculo, pule de um lado para o outro.

Braços e pernas com obstáculo

Fique de pernas cruzadas com o obstáculo no meio. Jogue o braço oposto ao da
perna que está à frente, trocando com um salto.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ferrari apresenta seu novo carro, o F150, e faz homenagem à Itália (Postado por Erick Oliveira)

Escuderia italiana mostrou nesta sexta-feira o carro que será pilotado por Massa e Alonso neste temporada.

A Ferrari apresentou nesta sexta-feira na fábrica de Maranello (norte da Itália) o carro com o qual competirá no próximo Mundial de Fórmula 1, o F150, um carro que homenageia a Itália e que representa uma clara ruptura em seu modelo com o passado mais recente da escuderia.

Em um ato transmitido pela televisão, os pilotos da equipe, o espanhol Fernando Alonso e o brasileiro Felipe Massa, apresentaram o novo carro, que homenageia o 150º aniversário da unificação da Itália e que estreará em Valência nos testes que a Ferrari fará a partir do dia 1º de fevereiro.

"Enfrentamos 2011 com novos desafios, mudanças no regulamento, também para nós. Será um ano difícil no qual vamos aprender muito", comentou durante a apresentação Alonso, bicampeão do mundo de Fórmula 1 e que completa este ano sua segunda temporada na Ferrari.

O piloto espanhol também disse se sentir mais integrado agora na equipe e afirmou que sua escuderia está em um nível máximo de "motivação e profissionalismo" para enfrentar os desafios que lhe aguardam esta temporada, que começará com o Grande Prêmio do Bahrein em 13 de março.

O F150, novo carro da Ferrari, foi apresentado nesta sexta-feira na Itália
Crédito da imagem: ReutersO F150, segundo explica a Ferrari em comunicado, pode ser considerado como um "corte limpo em relação ao passado mais recente", devido às circunstâncias diferentes, sobre todas as mudanças do regulamento do Mundial, que fizeram com que mude seu desenho, em particular a aerodinâmica.

Entre essas mudanças regulamentares, a escuderia italiana destaca a reintrodução do sistema KERS, que propiciou uma modificação "substancial na arquitetura da parte da frente do propulsor".

"A primeira vista, a parte da frente do F150 parece mais alta em relação à do F10. As embocaduras das entradas de ar laterais foram reduzidas e se modificou a configuração da dinâmica sobre o piloto. A suspensão posterior é de nova concepção, assim como se revisou a anterior, seguindo as remodelações da parte da frente do chassi", explica Ferrari em sua nota.

A escuderia italiana apostou, sobretudo, na "confiabilidade", trabalhando em particular sobre o aspecto dos pneus, visto que este ano se competirá com os Pirelli, e na redução dos custos.

O motor de injeção e ascensão eletrônica do novo carro de Ferrari, que tem um peso de 95 quilos, é do tipo 056, com oito cilindros e 32 válvulas.

O chassi do carro, no qual se pode ver a bandeira da Itália, é feito com material composto em ninho de abelha e fibra de carbono e o peso total estimado do F150 com água, lubrificante e piloto a bordo é de 640 quilos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Prefeito de Roma anuncia desistência da cidade em receber etapa da Fórmula 1 (Postado por Erick Oliveira)

O prefeito de Roma, Gianni Alemanno, disse nesta sexta-feira que a capital italiana desistiu oficialmente de se candidatar a organizadora de uma etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1.

"Hoje (sexta) estamos definitivamente renunciando ao plano de receber a Fórmula em Roma", disse Alemanno, numa entrevista coletiva.

O anúncio aconteceu uma semana depois de o chefe comercial da categoria, Bernie Ecclestone, enviar uma carta ao prefeito em que dizia ser praticamente impossível a Itália receber mais de um Grande Prêmio - já existe a tradicional etapa de Monza, presente no calendário desde 1950.

Encabeçado pelo empresário empresário Maurizio Flammini, o projeto de Roma consistia na construção de um circuito pelas ruas da cidade, mas recebeu muitas críticas dos políticos e moradores.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ferrari se mantém contra prova de Roma: 'A preferência é ter GPs em novos países' (Postado por Erick Oliveira)

Nesta semana, Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da categoria, enviou uma carta às autoridades de Roma, dizendo que a Fórmula 1 prefere ir para países que já não tenham nenhuma etapa
Presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo reforçou sua opinião sobre o GP de Roma: não deve ser realizado. O dirigente, que já havia externado sua posição na semana do Natal, reafirmou que deve haver apenas uma corrida de F-1 por país. A Itália já é sede do circuito de Monza, um dos mais tradicionais do Mundial.

"Eu disse no jantar de Natal com a imprensa italiana: as equipes não podem exceder certo número de corridas por ano, porque a temporada não pode durar para sempre", afirmou Montezemolo. Para ele, a Fórmula 1 deve viajar para outros mercados.

"A preferência é ter GPs em novos países, em importantes mercados - como nos Estados Unidos - ao invés de ter duas corridas na Alemanha, Espanha ou Itália. Portanto, a carta de [Bernie] Ecclestone não é uma resposta negativa a Roma, mas a consciência de que há um desejo de ter apenas uma prova na Itália", acrescentou o presidente da Ferrari.

Nesta semana, Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da categoria, enviou uma carta às autoridades de Roma, dizendo que a Fórmula 1 prefere ir para países que já não tenham nenhuma etapa do Mundial, assim como os Estados Unidos e Rússia.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Novos neurônios são gerados até na idade adulta

Ciência Hoje

Sempre acreditamos que os neurônios, diferentemente das demais células do nosso corpo, não eram gerados na vida adulta, nem tinham a capacidade de se multiplicar ou se regenerar nesse período.

Estudos recentes, no entanto, constataram que novos neurônios são produzidos todos os dias, em áreas específicas do cérebro, em diversas espécies animais, inclusive em humanos.

Atualmente a neurogênese foi comprovada em duas estruturas do cérebro de pássaros, roedores, primatas e humanos: o bulbo olfatório - relacionado à percepção de odores - e o giro denteado do hipocampo - relacionado à formação de novas memórias e à regulação do comportamento emocional e da cognição.

OS ESTÍMULOS E OS INIBIDORES -

A geração de novos neurônios pode ser regulada por fatores ambientais, comportamentais e fisiológicos.

Substâncias que agem no sistema nervoso, exercícios físicos, exposição a novos ambientes e atividades que envolvam aprendizado e memória estimulam a neurogênese.

Ao contrário, estímulos estressantes (físicos ou psicológicos), processos inflamatórios, distúrbios do sono, consumo de drogas ou álcool e envelhecimento são os principais fatores que inibem o surgimento de novas células neurais.

Entre as substâncias que têm a propriedade de estimular a neurogênese no hipocampo estão a serotonina, considerada o principal dos mensageiros (neurotransmissores) que atuam no sistema nervoso, relacionada principalmente no controle do humor; e as neurotrofinas, proteínas da família dos hormônios de crescimento, responsáveis pela nutrição dos neurônios, garantindo sua sobrevivência.

A prática regular de exercícios físicos estimula a geração de novos neurônios, assim como manter a mente ocupada com tarefas que exigem memorização e aprendizado.

Ratos que se exercitavam diariamente na roda de corrida, ou que foram submetidos a modelos de treinamento de memória e aprendizado (como labirintos, por exemplo) apresentaram significante aumento da neurogênese quando comparados a animais do grupo-controle, que não vivenciaram esses modelos.

Além dos estresses físicos, psicológicos, processos inflamatórios e distúrbios de sono, o envelhecimento se configura como um dos mais potentes fatores de inibição da neurogênese.

Ratos de laboratório saudáveis, com expectativa de vida de dois anos, apresentam redução de cerca de 80% na formação de novos neurônios entre o sétimo e o décimo-segundo meses de idade.


Função dos novos neurônios

Muitos problemas cognitivos e comportamentais observados em indivíduos submetidos a estresse crônico ou a distúrbios do sono, em idosos e em usuários de drogas ou álcool podem estar em parte relacionados com a diminuição na geração de novos neurônios no hipocampo.

Exames de ressonância magnética reforçam essa teoria ao evidenciar que pacientes com depressão apresentam atrofia no hipocampo, quando comparados a pacientes saudáveis.

Por outro lado, o aumento da neurogênese poderia ser um componente essencial para a melhora de quadros de depressão e ansiedade.

Estudos em camundongos demonstraram que o aumento da formação de neurônios no hipocampo é fundamental para a observação dos efeitos clínicos do tratamento com antidepressivos.


Perspectivas da neurogênese

Considerando todos os problemas cognitivos e comportamentais possivelmente causados pela inibição da geração de novos neurônios no cérebro adulto, o principal desafio é encontrar meios para restaurar esse processo no hipocampo ou até aumentar as taxas básicas de formação neuronal.

Com os avanços da biologia molecular, talvez em um futuro não muito distante seja possível mapear e controlar toda a cascata de eventos responsável pela neurogênese em outras áreas encefálicas, além do hipocampo e do bulbo olfatório.

A indução da neurogênese em outras áreas do sistema nervoso central pode ser uma importante ferramenta para a recuperação de pacientes com doenças neurodegenerativas, como as de Parkinson ou de Alzheimer, ou que sofreram danos neurológicos decorrentes de derrames ou traumas cerebrais.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Renault pode ter lucro recorde de US$4,4 bi em 2010, diz jornal (Postado por Erick Oliveira)

PARIS (Reuters) - A Renault pode apresentar lucro líquido recorde de 3,3 bilhões de euros (4,4 bilhões de dólares) este ano, revertendo prejuízo de 3 bilhões de euros apurado no ano passado, informou o jornal Le Figaro neta segunda-feira.
A montadora francesa deve vender quase 2,6 milhões de veículos em 2010, segundo o jornal, sem mencionar onde obteve tais informações. O lucro deve ser decorrente principalmente da venda de participação na Volvo e da parceria com a Nissan, ainda conforme a publicação.
Uma porta-voz da Renault disse que a companhia espera 'ter um ano recorde em termos de vendas de veículos'. Ela acrescentou que os resultados para o fechado do ano não serão divulgados antes de 10 de fevereiro.