segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Acordo sobre programa nuclear iraniano entra em vigor no dia 20 de Janeiro
É válido por um período de seis meses e pode ser renovado. Paralelamente deverão decorrer negociações mais amplas sobre o dossier nuclear.


Instalações nucleares iranianas MYCHELE DANIAU/AFP-Arquivo
                        

O Irão aceita suspender o enriquecimento de urânio a mais de 5% e receberá as primeiras parcela de bens que tem congelados devido às sanções internacionais, nos termos do acordo obtido a 24 de Novembro de 2013.
Um responsável do Departamento de Estado do governo norte-americano anunciou no domingo que o Irão receberá a partir do início de Fevereiro 550 milhões de dólares (402 milhões de euros). Os bens iranianos congelados, e que deverão gradualmente ser desbloqueados, estão calculados em sete mil milhões de dólares (5,1 mil milhões de euros).
O entendimento obtido em Novembro entre o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha) e o Irão prevê que o país suspenda durante seis meses as suas actividades nucleares mais sensíveis a troco de um levantamento parcial das sanções ocidentais. É válido por um período de seis meses e pode ser renovado. Paralelamente, deverão decorrer negociações mais amplas sobre o dossier nuclear que, se forem bem sucedidas, deverão conduzir ao levantamento das sanções comerciais e financeiras que, por agora, se mantêm.
O entendimento foi anunciado pelo ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros do governo de Teerão e confirmado depois pela União Europeia. “A aplicação do plano de acção conjunto começará a 20 de Janeiro”, declarou o porta-voz do ministério, Marzieh Afkham.
“A partir de Janeiro, o Irão começa pela primeira vez a eliminar o seu arsenal de urânio enriquecido a altos níveis e a desmantelar parte da infra-estrutura que torna possível esse enriquecimento”, comentou o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Ainda que limitado a um período de seis meses, o acordo conseguido em Novembro com o Irão pela China, Estados Unidos, França, Rússia, Reino Unido e Alemanha foi considerado potencialmente histórico por se seguir a uma década de profunda desconfiança e manobras para ganhar tempo.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Sisu passa de 2 milhões de inscritos e bate recorde
08/01/2014 - 19h29
Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O número de inscritos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2014 superou o total de inscritos no mesmo período do ano passado. Conforme balanço divulgado hoje (8), às 18h, pelo Ministério da Educação (MEC), já se inscreveram 2.004.110 candidatos, superando os 1.949.958 do ano passado, o maior número até então registrado. O volume de inscritos representa cerca de 40% dos mais de 5 milhões de estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2013.
As inscrições começaram a ser feitas segunda-feira (6) e vão até as 23h59 de sexta-feira (10), no horário de Brasília, pelo site do Sisu. O estudante pode fazer até duas opções de curso. Com isso, o total de inscrições, de acordo com os últimos números do MEC, chegou a 3.887.360.    
Os três cursos mais procurados, segundo o balanço das 12h30, continuam sendo administração, direito e medicina. Em pouco mais de 24 horas - das 11h de ontem (7) às 12h30 de hoje -, os três receberam, juntos, 37,4 mil inscrições. A maior parte, 29 mil, foi em administração. Com isso, o curso segue no topo da maior procura, com 221.650 inscrições e uma concorrência de 36 candidatos por vaga. Em segundo lugar, está direito, com 194.491 inscrições e uma relação de 41 candidatos por vaga. Medicina aparece em terceiro lugar na procura, com 181.864 inscrições, mas lidera a concorrência, com 62 candidatos por vaga.
Até as 12h30, a disputa entre os candidatos que optaram pela Lei Federal de Cotas na inscrição no Sisu estava um pouco mais acirrada que a da ampla concorrência. Enquanto na ampla concorrência, a relação é 21 candidatos para cada vaga; pela Lei de Cotas, são 22 estudantes concorrendo a uma vaga; e nas ações afirmativas das próprias instituições são 21.
Na primeira edição de 2014, o sistema oferece 171.401 vagas em 4.723 cursos de 115 instituições públicas de educação superior. O Sisu seleciona estudantes com base nas notas obtidas no Enem. Nesta edição, a inscrição está restrita ao estudante que tenha participado da edição de 2013 do exame. Fica impedido de se inscrever aquele que tenha tirado zero na prova de redação.
Ao longo do período de inscrições, a classificação parcial e a nota de corte dos candidatos são divulgadas online diariamente para consulta a qualquer hora do dia, na página do Sisu. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar suas opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.
Veja abaixo o cronograma do Sisu 2014:
Inscrições: de 6 de janeiro às 23h59 de 10 de janeiro (horário de Brasília)
Primeira chamada: 13 de janeiro
Matrícula da primeira chamada: 17 a 21 de janeiro
Segunda chamada: 27 de janeiro
Matrícula da segunda chamada: 31 de janeiro a 4 de fevereiro
Inscrição na lista de espera: 27 de janeiro a 7 de fevereiro
Convocação dos candidatos em lista de espera: a partir de 11 de fevereiro
Edição: Carolina Pimentel
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. É necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Terapia do Movimento


Anormalidades do Tônus Muscular
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Introdução
Tônus é o estado de relativa tensão em que se encontra permanentemente um músculo normal em repouso. As alterações do tônus podem ser de aumento (hipertonia), diminuição (hipotonia) ou ausência completa (atonia). Tônus muscular clinicamente é a resistência encontrada quando uma articulação em um paciente em estado de relaxamento é movida passivamente. Tônus é a resistência de um músculo ao alongamento passivo ou estiramento.

A resistência se deve a fatores como a inércia física, rigidez mecânico-elástica intrínseca do músculo e dos tecidos conjuntivos e a contração muscular reflexa (reflexo tônico de estiramento). Como raramente um músculo trabalha isoladamente, é fundamental considerar a interferência de todos os tecidos moles quando se avalia o tônus muscular.

Na prática o tônus muscular pode ser avaliado de duas maneiras. Segurando-se um membro relaxado do paciente e movendo enquanto observa-se a quantidade de esforço necessária para superar a resistência – o tônus muscular. Alternativamente, pode-se observar como um membro responde a uma agitação ou ser solto subitamente, quanto maior a resistência ao movimento mais rígido o membro se comporta.

Paralisias com hiporreflexia e hipotonia são denominadas paralisias flácidas. Caracterizam a chamada Síndrome do Neurônio Motor Inferior ou Periférico, que resulta de lesão dos neurônios motores da coluna anterior da medula (ou dos núcleos motores dos nervos cranianos). Nestes casos, ocorre também em pouco tempo atrofia da musculatura inervada por perda da ação trófica dos nervos sobre os músculos.

Paralisias com hiper-reflexia e hipertonia são denominadas Paralisias Espásticas. Ocorrem na síndrome do neurônio motor superior ou central, onde a lesão localiza-se nas áreas motoras do córtex cerebral ou nas vias motoras descendentes, em especial no tracto córtico-espinhal. Neste caso a atrofia muscular é muito discreta, pois os músculos continuam inervados pelos neurônios motores inferiores e o sinal de Babinski é positivo.

 
Hipertonia
A hipertonia apresenta dois tipos conhecidos: a espasticidade e a rigidez. Diferem quanto a causa e a significância clínica.

Espasticidade
A espasticidade pode ser definida como a resistência dependente da velocidade, ao estiramento passivo de um músculo, com reflexos tendíneos exagerados. Assim, quanto mais amplo e rápido o alongamento, mais forte a resistência do músculo espástico. Inicialmente o alongamento produz uma resistência alta, seguida por uma inibição súbita ou uma liberação da resistência, denominada de resposta ou sinal de canivete. O clônus é caracterizado por uma alternância cíclica espasmódica de contração e relaxamento muscular em resposta ao alongamento mantido de um músculo espasmódico. O clônus é comum nos flexores plantares, mas pode ocorrer em outras áreas do corpo como a mandíbula ou o punho.

Características Clínicas da Espasticidade
A espasticidade é reconhecida clinicamente por:
1) Padrão característico de comprometimento de certos grupos musculares;
2) Maior responsividade dos músculos ao estiramento;
3) Reflexos tendíneos muito aumentados

A espasticidade afeta predominantemente os músculos antigravitários, ou seja, os músculos flexores dos membros superiores e os extensores dos membros inferiores. Consequentemente os membros superiores tendem a assumir postura flexionada e em pronação, enquanto os membros inferiores em geral ficam extensão e adução. Essa postura comumente é vista no hemicorpo comprometido por um acidente vascular encefálico.

O estiramento de um músculo de um paciente com espasticidade resulta em contração reflexa exagerada. Essa maior responsividade ao estiramento muscular é resultado de um aumento do reflexo de estiramento miotático e de redução do seu limiar e da velocidade de estiramento.

Importância Clínica da Espasticidade
A espasticidade é uma das características principais de Síndromes de Neurônio Superior (SNMS). Em presença de espasticidade devem-se pesquisar lesões nos neurônios motores superiores, em todos os pontos, desde o córtex até os motoneuronios da medula espinhal.

Fisiopatologia da Espasticidade
A base patológica da espasticidade é a ampliação anormal dos reflexos miotáticos da medula espinhal. Os reflexos estão ampliados pelo aumento da sensibilidade do Fuso Muscular (mediada pelo impulso do neurônio motor Υ) ou pela excitabilidade ampliada das sinapses centrais implicadas no arco reflexo.

A lesão do Neurônio Motor Superior altera a excitabilidade das sinapses centrais implicadas no arco reflexo por meio das sinapses da coluna anteriormente inativas (ou silenciosas) tornando-se ativas depois da interrupção das eferências motoras descendentes, aumentando assim a eficiência do arco reflexo. A longo prazo, as sinapses das vias motoras descendentes nos neurônios motores e nos interneurônios da medula espinhal degeneram e são substituídas por brotos das sinapses interespinhais remanescentes, novamente aumentando a eficiência do arco reflexo.

A espasticidade simplificadamente parece ser um fenômeno de liberação, causado pela retirada das influencias inibitórias descendentes da medula espinhal. Porém essa impressão é errônea. A situação é mais complexa do que parece. A remoção das influências inibitórias eferentes é indubitavelmente importante, mas a espasticidade também ocorre na presença de influências eferentes facilitatórias.

Existem vias descendentes que emergem no Tronco Encefálico e influenciam a excitabilidade da medula espinhal. Anatomicamente e fisiologicamente essas vias podem ser divididas em dois grupos. Um grupo, que compreende as Vias Pontina e Reticuloespinhal lateral juntamente com as Vias Vestibuespinhal, descende no funículo anterior da medula espinhal e tendem a facilitar o tônus muscular.

O outro grupo, que compreende principalmente as Reticuloespinhal cruzadas da Formação Reticular Ventromedial Bulbar, descendente no Funículo Lateral Anterior (bem atrás dos Tratos Corticoespinhal) e tende a inibir o tônus muscular.

A espasticidade pode surgir se as vias inibitórias forem interrompidas ou se houver menor atividade nas vias facilitatórias. A espasticidade depois de lesão do córtex cerebral Frontal ou da Cápsula Interna provavelmente resultante da perda de impulso cortical para o centro inibitório Bulbar (reduzindo assim, a atividade nas vias Reticuloespinhal cruzadas inibitórias e liberando o reflexo miotático da medula espinhal).

Quando consideramos a espasticidade ou quaisquer outras alterações do tônus muscular deveram considerar os fatores mecânicos envolvidos nos tecidos moles. Com a alteração do tônus muscular também ocorrem redução no número de sarcômeros e aumento do conteúdo de colágeno. Também ocorrem proporções decrescentes de fibras musculares do tipo II. Todas essas alterações contribuem para o aumento da rigidez passiva da articulação. Por essa razão é importante fazer a manutenção da ADM com Alongamentos em pacientes com alteração do tônus muscular.

Rigidez
As lesões Corticoespinhais podem resultar em rigidez de decorticação ou de descerebração. A Rigidez de decorticação diz respeito a contração mantida e ao posicionamento do tronco e de membros inferiores em extensão e com os membros superiores em flexão. A Rigidez de descerebração refere-se a contração mantida a ao posicionamento do tronco e membros em uma posição de extensão completa. A rigidez de decorticação é indicativa de lesão no Trato Corticoespinhal ao nível do diencéfalo e a rigidez de descerebração indica lesão do Tronco Encefálico entre o colículo superior e os núcleos vestibulares.

A rigidez que se origina das lesões dos núcleos da Base é caracterizada por resistência ao movimento passivo envolvendo músculos agonistas e antagonistas. As lesões do sistema dopaminérgico nigroestriatal dos gânglios da base produzem rigidez vista comumente na patologia Parkinson que apresentam bradicinesia, tremores, perda da estabilidade postural. A Rigidez Independe da Velocidade do Movimento Passivo.

Características Clínicas da Rigidez
A rigidez é reconhecida clinicamente como uma maior resistência a movimentos passivos mais lentos. Está presente nos grupos muscular extensores e flexores. Comumente quando o fisioterapeuta ao examinar um paciente observa uma resistência em “Cano de Chumbo” ao flexionar ou estender um membro, o que reflete o fato de a resistência ser sentida ao longo de todo o trajeto do movimento (ao contrario da espasticidade, em que a resistência aumenta com a rapidez no inicio e logo diminui – o chamado fenômeno em Canivete). 

É preciso enfatizar que os movimentos impostos devem ser aplicados lentos: o uso de movimentos rápidos (mais adequado para testar a hipertonia na espasticidade) pode resultar em conclusão errônea de que o tônus é normal. Os reflexos tendíneos são normais, em contraste com hiperreflexia associada à espasticidade.

A rigidez pode ser observada nos membros ou tronco. Um dos melhores métodos de se demonstrar o tônus de tronco é fazer a rotação dos ombros do paciente em posição ortostática relaxada. Em condições normais o fisioterapeuta encontra pouca resistência e os membros superiores balançam com relativa liberdade.

Importância Clínica da Rigidez
A rigidez é uma característica importante das Síndromes Extrapiramidais. O termo Parkinsonismo é sinônimo de Síndrome Extrapiramidal. A outra característica importante é a hipocinesia/bradicinesia. O tremor é um sinal frequente no parkinsonismo, mas nem sempre presente. As Síndromes Extrapiramidais são causadas por perturbações funcionais dos Núcleos da Base (Núcleo Caudado, Putâmem, Globo Pálido e Núcleo Subtalâmico).

A causa mais comum do parkinsonismo é a patologia de Parkinson propriamente dita. O acidente vascular encefálico raramente ocasiona parkinsonismo verdadeiro. No entanto, quando compromete os lobos frontais, pode dar origem a uma síndrome clinica superficialmente similar, com dispraxia da marcha.

Fisiopatologia da Rigidez
A base fisiopatologia da rigidez parece ser a ampliação do componente de latência prolongada do reflexo miotático. O reflexo miotático normal pode ser divido em um componente de curta latência e um de latência prolongada. Nos pacientes com rigidez parkinsoniana, o componente de curta latência (medula espinhal) tem tamanho normal, refletindo o fato de que os reflexos tendíneos nessa condição patológica são normais.

Hipotonia
No individuo normal, as contrações ativas do reflexo miotático contribuem pouco para o tônus muscular em repouso. A maior parte do tônus origina-se nas propriedades viscoesláticas passivas das articulações e dos tecidos moles. O tônus reduzido devido a distúrbios do Sistema Nervoso Central (SNC) é necessário considerar a permanência inalterada das propriedades viscoeslásticas.

As lesões do Neurônio Motor Inferior (NMI) afetando as células do corno anterior da medula espinhal ou dos nervos periféricos produzem um tônus reduzido ou ausente com sintomas associados de paralisia, fasciculações musculares e fibrilações com denervação neurogênica. 

O tônus diminuído ou ausente também está associado a lesões do NMS que afetam cerebelo ou tratos Piramidais. Esses podem ser estados temporários denominados de Choque Espinhal ou Choque Cerebral, dependendo da localização da lesão. A duração da depressão do SNC que ocorre com o choque é altamente variável, podendo ser de dias ou semanas. É normalmente acompanhada do desenvolvimento de espasticidade e de outros sinais do NMS.

Referências
CASH: Neurologia para fisioterapeutas. São Paulo: Premier, 2000.
MACHADO, Angelo. Neuroanatomia Funcional. 2 ed. Atheneu.
O’ SULLIVAN, S. Avaliação e tratamento. São Paulo: Editora Manole.


http://terapiadomovimento.blogspot.com.br/2010/08/anormalidades-do-tonus-muscular.html

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Exercícios físicos atenuam sintomas de Alzheimer e Parkinson

    
Agência Estado Publicação:20/03/2013 09:12
 
A Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, chegou à conclusão de que os exercícios físicos são excelentes para evitar a gravidade das doenças degenerativas. Pacientes que sofrem do Mal de Alzheimer e Parkinson retardam os malefícios causados por essas doenças.

Os especialistas garantem que fazer exercícios melhora a qualidade de vida desses doentes. Dos 876 idosos estudados, descobriu-se que a prática regular de exercícios aeróbicos aumenta a massa cinzenta do cérebro. Essa região está envolvida com a cognição e é a responsável pelos quadros de doenças mentais.

Um dos esportes sugeridos pelos pesquisadores é andar de bicicleta. A atividade oxigena o cérebro e melhora a comunicação entre diferentes regiões cerebrais. Ela atenua os sintomas do Parkinson como lentidão de movimentos e rigidez muscular.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Praticar exercícios depois dos 60 anos pode evitar doenças

Agência EFE    

       
Reprodução
  • Exercício reduz o risco de doenças cardíacas, diabetes, apoplexias, depressão e alzheimer.
Iniciar a prática de exercícios físicos depois dos 60 anos ajuda a evitar doenças e o desenvolvimento de demência, segundo um estudo publicado nesta terça-feira no British Journal of Sports Medicine.
A análise acompanhou de perto a atividade de 3.500 pessoas que estavam aposentadas ou prestes a se aposentar durante um período de oito anos para determinar a influência dos exercícios.
Assim, o estudo descobriu que aqueles que realizavam atividade física de maneira regular tinham três vezes mais possibilidades de manter a boa saúde em comparação aos que tinham uma vida sedentária.
A publicação lembra que o exercício reduz o risco de doenças cardíacas, diabetes, apoplexias, depressão e alzheimer. Além disso, as pessoas que praticavam exercícios tinham menos problemas para realizar atividades diárias, como lavar a roupa ou se vestir.
Um quinto das pessoas que participaram da pesquisa gozavam de boa saúde, pois não sofriam de nenhuma doença mental crônica ou problemas físicos. Fazer exercícios regularmente ao longo da vida é o ideal, mas há benefícios quando é iniciado depois dos 60 anos, destacaram os pesquisadores da University College London.
O médico Mark Hamer, da universidade, disse que a mensagem é ressaltar a necessidade de "se manter em movimento quando se é idoso.". Hamer disse que praticar atividade física não significa ir para a academia ou correr, mas também pode significar fazer jardinagem ou fazer uma caminhada.

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