quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
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Exercícios físicos liberam hormônio que ajuda a queimar gordura
Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, anunciaram descoberta que pode dar origem a novos tratamentos contra obesidade
HORMÔNIO - 11/01/2012 16h05 - Atualizado em 11/01/2012 19h44
TONIA MACHADOe0
A descoberta de um novo hormônio pode trazer esperanças para pessoas com problemas de excesso de peso e diabetes. A substância tem a capacidade de aumentar o gasto energético e queimar mais gordura corporal durante a prática de exercícios físicos. O novo hormônio recebeu o nome de irisina, em referência à deusa grega Íris, a mensageira de Zeus, o rei dos deuses (os cientistas estão apostando mesmo no potencial do novo hormônio).
O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, liderados pelo cientista Bruce Spielgelman. O artigo, publicado na edição desta semana da revista científica Nature, detectou a presença de irisina no sangue de ratos e homens adultos submetidos a um período de exercícios físicos. Segundo os pesquisadores, a prática de exercícios libera uma série de proteínas. No organismo, uma dessas proteínas é transformada e resulta no novo hormônio. Ele seria o responsável por aumentar o consumo de energia corporal.
Além de benefícios na queima de gordura, a irisina também se mostrou eficaz no controle do nível de glicose (um tipo de açúcar) no sangue. Após receberem uma injeção do novo hormônio, ratos de laboratório obesos e resistentes à produção de insulina, a substância que controla o nível de açúcar no sangue, apresentaram melhoras significativas na tolerância à glicose, e uma pequena perda de peso.
Os resultados demonstram que a irisina é um possível aliado no combate à obesidade e ao diabetes. Ainda não se sabe se um tratamento com o novo hormônio em longo prazo ou em maiores doses levaria à grande perda de peso. Os pesquisadores estimam que, no futuro, pode surgir um remédio a base da irisina. Por enquanto, ainda vale a boa e velha recomendação: pratique exercícios físicos.
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Os resultados demonstram que a irisina é um possível aliado no combate à obesidade e ao diabetes. Ainda não se sabe se um tratamento com o novo hormônio em longo prazo ou em maiores doses levaria à grande perda de peso. Os pesquisadores estimam que, no futuro, pode surgir um remédio a base da irisina. Por enquanto, ainda vale a boa e velha recomendação: pratique exercícios físicos.
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- Emagreça usando a internet
- Redução de estômago beneficia a família do paciente, sugere estudo
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Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/noticia/2012/01/exercicios-fisicos-liberam-hormonio-que-ajuda-queimar-gordura.html
domingo, 18 de dezembro de 2011
Importância da atividade física
| Neste artigo: - Introdução - Por que a preocupação com o sedentarismo? - Quais são os benefícios da atividade física? - Como é feita a escolha da atividade física adequada? - Atividade física em crianças e jovens - Atividade física em idosos - Atividade física durante a gestação - Considerações finais "A prática regular de atividade física sempre esteve ligada à imagem de pessoas saudáveis. Antigamente, existiam duas idéias que tentavam explicar a associação entre o exercício e a saúde: a primeira defendia que alguns indivíduos apresentavam uma predisposição genética á prática de exercício físico, já que possuíam boa saúde, vigor físico e disposição mental; a outra proposta dizia que a atividade física, na verdade, representava um estímulo ambiental responsável pela ausência de doenças, saúde mental e boa aptidão física. Hoje em dia sabe-se que os dois conceitos são importantes e se relacionam." Mas o que é atividade física? De acordo com Marcello Montti, atividade física é definida como um conjunto de ações que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica envolvendo gasto de energia e alterações do organismo, por meio de exercícios que envolvam movimentos corporais, com aplicação de uma ou mais aptidões físicas, além de atividades mental e social, de modo que terá como resultados os benefícios à saúde. No Brasil, o sedentarismo é um problema que vem assumindo grande importância. As pesquisas mostram que a população atual gasta bem menos calorias por dia, do que gastava há 100 anos, o que explica porque o sedentarismo afetaria aproximadamente 70% da população brasileira, mais do que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, o diabetes e o colesterol alto. O estilo de vida atual pode ser responsabilizado por 54% do risco de morte por infarto e por 50% do risco de morte por derrame cerebral, as principais causas de morte em nosso país. Assim, vemos como a atividade física é assunto de saúde pública. Na grande maioria dos países em desenvolvimento, grupo do qual faz parte o Brasil, mais de 60% dos adultos que vivem em áreas urbanas não praticam um nível adequado de exercício físico. Esse problema fica mais claro quando levamos em conta os dados do censo de 2000, que mostram que 80% da população brasileira vive nas cidades. Os indivíduos mais sujeitos ao sedentarismo são: mulheres, idosos, pessoas de nível sócio-econômico mais baixo e os indivíduos incapacitados. Observou-se que as pessoas reduzem, gradativamente, o nível de atividade física, a partir da adolescência. Em todo o mundo observa-se um aumento da obesidade, o que se relaciona pelo menos em parte à falta da prática de atividades físicas. É o famoso estilo de vida moderno, no qual a maior parte do tempo livre é passado assistindo televisão, usando computadores, jogando videogames, etc. A prática regular de exercícios físicos acompanha-se de benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo. Do ponto de vista músculo-esquelético, auxilia na melhora da força e do tônus muscular e da flexibilidade, fortalecimento dos ossos e das articulações. No caso de crianças, pode ajudar no desenvolvimento das habilidades psicomotoras. Com relação à saúde física, observamos perda de peso e da porcentagem de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL-colesterol (o "colesterol bom"). Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a elas. Veja, a pessoa que deixa de ser sedentária e passa a ser um pouco mais ativa diminui o risco de morte por doenças do coração em 40%! Isso mostra que uma pequena mudança nos hábitos de vida é capaz de provocar uma grande melhora na saúde e na qualidade de vida. Já no campo da saúde mental, a prática de exercícios ajuda na regulação das substâncias relacionadas ao sistema nervoso, melhora o fluxo de sangue para o cérebro, ajuda na capacidade de lidar com problemas e com o estresse. Além disso, auxilia também na manutenção da abstinência de drogas e na recuperação da auto-estima. Há redução da ansiedade e do estresse, ajudando no tratamento da depressão. A atividade física pode também exercer efeitos no convívio social do indivíduo, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar. Interessante notar que quanto maior o gasto de energia, em atividades físicas habituais, maiores serão os benefícios para a saúde. Porém, as maiores diferenças na incidência de doenças ocorrem entre os indivíduos sedentários e os pouco ativos. Entre os últimos e aqueles que se exercitam mais, a diferença não é tão grande. Assim, não é necessária a prática intensa de atividade física para que se garanta seus benefícios para a saúde. O mínimo de atividade física necessária para que se alcance esse objetivo é de mais ou menos 200Kcal/dia. Dessa forma, atividades que consomem mais energia podem ser realizadas por menos tempo e com menor freqüência, enquanto aquelas com menor gasto devem ser realizadas por mais tempo e/ou mais freqüentes. A escolha é feita individualmente, levando-se em conta os seguintes fatores: • Preferência pessoal: o benefício da atividade só é conseguido com a prática regular da mesma, e a continuidade depende do prazer que a pessoa sente em realizá-la. Assim, não adianta indicar uma atividade que a pessoa não se sinta bem praticando. • Aptidão necessária: algumas atividades dependem de habilidades específicas. Para conseguir realizar atividades mais exigentes, a pessoa deve seguir um programa de condicionamento gradual, começando de atividades mais leves. • Risco associado à atividade: alguns tipos de exercícios podem associar-se a alguns tipos de lesão, em determinados indivíduos que já são predispostos. Nesses grupos, além de ser importante na aquisição de habilidades psicomotoras, a atividade física é importante para o desenvolvimento intelectual, favorecendo um melhor desempenho escolar e também melhor convívio social. A prática regular de exercícios pode funcionar como uma via de escape para a energia "extra normal" das crianças, ou seja, sua hiperatividade. A falta de aptidão física e a capacidade funcional pobre são umas das principais causas de baixa qualidade de vida, nos idosos. Com o avanço da idade, há uma redução da capacidade cardiovascular, da massa muscular, da força e flexibilidade musculares, sendo que esses efeitos são exacerbados pela falta de exercício. Está mais do que comprovado que os idosos obtém benefícios da prática de atividade física regular tanto quanto os jovens. Ela promove mudanças corporais, melhora a auto-estima, a autoconfiança e a afetividade, aumentando a socialização. Antes do início da prática de exercícios, o idoso deve passar por uma avaliação médica cuidadosa e realização de exames. Isso permitirá ao médico indicar a melhor atividade, que pode incluir: caminhada, exercício em bicicleta ergométrica, natação, hidroginástica e musculação. Algumas recomendações são importantes, e valem também para as outras faixas etárias: • Uso de roupas e calçados adequados.• Ingestão de grandes quantidades de líquidos, antes do exercício. • Praticar atividades apenas quando estiver se sentindo bem. • Iniciar as atividades lenta e gradualmente. • Evitar o cigarro e medicamentos para dormir. • Alimentar-se até duas horas antes do exercício. • Respeitar seus limites pessoais. • Informar qualquer sintoma. É necessário a todas as gestantes um trabalho corporal a cada trimestre da gestação, para facilitar a adequação às alterações que ocorrem nesse período. Uma melhor capacidade cardiorrespiratória facilita a realização das atividades domésticas; uma melhoria das condições musculares e esqueléticas ajuda na adaptação às mudanças posturais e no trabalho de parto. Além disso, é de extrema importância a auto-estima, a convivência com outras gestantes e os sentimentos de segurança e de felicidade. Os exercícios de ginástica garantem fortalecimento muscular, protegendo assim as articulações e reduzindo o risco de lesões. Ajudam também na oxigenação, na circulação e no controle da respiração. Já os exercícios desenvolvidos na água favorecem o relaxamento corporal, reduzem as dores nas pernas e o inchaço dos pés e mãos. Antes do início dos exercícios, a gestante deve passar por consulta de pré-natal para ser avaliada pelo obstetra. Após a realização dos exames ele poderá liberar ou não a prática de exercícios. As mulheres que já praticavam atividade física e que nunca sofreram aborto espontâneo, podem continuar as atividades após adaptação para seu novo estado. Já aquelas sedentárias devem iniciar os exercícios após a décima segunda semana de gestação. Não havendo problemas, os exercícios podem ser continuados até o parto, embora seja necessário reduzir a intensidade aos poucos. Após o parto normal, as atividades podem ser retomadas após 40 dias. No caso de cesárea, o médico avalia cada caso. As atividades físicas mais recomendadas às mulheres grávidas são: • Caminhada: é muito bom para a preparação para o parto, já que melhora a capacidade cardiorrespiratória e favorece o encaixe do bebê na bacia da mãe. O ideal é caminhar 3 vezes por semana, cerca de 30 minutos. • Natação: trabalha bastante a musculatura. Atenção: apenas algumas modalidades são liberadas durante a gestação. • Hidroginástica: são os mais indicados para as gestantes! • Alongamento: ajuda a manter a musculatura relaxada e o controle da respiração. Para finalizar devemos ressaltar que a prática de atividade física deve ser sempre indicada e acompanhada por profissional qualificado, incluindo médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física. Caso sinta algo diferente é mandatório informar ao responsável. Outro ponto importante, que não deve ser esquecido, é a adoção de uma alimentação saudável, rica em frutas, legumes, verduras e fibras. Prefira o consumo de carnes grelhadas ou preparadas com pouca gordura. Evite o consumo excessivo de doces, comidas congeladas e os famosos lanches de "fast-foods". E lembre-se: beba muito líquido (de preferência água e sucos naturais). A atividade física consiste em exercícios bem planejados e bem estruturados, realizados repetitivamente. Eles conferem benefícios aos praticantes e têm seus riscos minimizados através de orientação e controle adequados. Esses exercícios regulares aumentam a longevidade, melhoram o nível de energia, a disposição e a saúde de um modo geral. Afetam de maneira positiva o desempenho intelectual, o raciocínio, a velocidade de reação, o convívio social. O que isso quer dizer? Há uma melhora significativa da sua qualidade de vida! O que precisamos ressaltar é o investimento contínuo no futuro, a partir do qual as pessoas devem buscar formas de se tornarem mais ativas no seu dia-a-dia, como subir escadas, sair para dançar, praticar atividades como jardinagem, lavagem do carro, passeios no parque. A palavra de ordem é MOVIMENTO. Copyright © 2005 Bibliomed, Inc. 28 de Julho de 2005. |
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Com os quatro membros amputados, americano quer escalar o Kilimanjaro (Postado por Erick Oliveira)
Um americano que, por uma doença congênita, teve braços e pernas amputados quando ainda era criança, tem planos ambiciosos mesmo para alpinistas experientes. Kyle Maynard, de 25 anos, pretende escalar o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, que chega à altitude de 5.895 metros e é o pico mais alto do continente africano.
O jovem é o co-líder e porta-voz do projeto Missão Kilimanjaro, que reúne para o desafio civis e veteranos de guerra dos Estados Unidos, entre eles alguns deficientes físicos.
Maynard não vai usar qualquer tipo de prótese para ajudá-lo da escalada. No site do projeto, ele resume o motivo de encarar o desafio: "Vou escalar porque será a coisa mais difícil que eu já tentei fazer na vida. Vou escalar porque eu sou capaz."
Palestrante motivacional, o americano possui apenas parte das pernas, que terminam pouco antes dos joelhos, e parte dos braços, que vão até os cotovelos.
Maynard também é praticante de luta greco-romana e jiu-jitsu, e originou um documentário transmitido pela ESPN no ano passado sobre sua primeira luta de MMA (mixed martial arts), modalidade conhecida popularmente como vale-tudo. Ele escreveu um livro contando sua história, intitulado "No Excuses" ("Sem Desculpas"), que apareceu como best-seller na lista do jornal "The New York Times".
O jovem é o co-líder e porta-voz do projeto Missão Kilimanjaro, que reúne para o desafio civis e veteranos de guerra dos Estados Unidos, entre eles alguns deficientes físicos.
Maynard não vai usar qualquer tipo de prótese para ajudá-lo da escalada. No site do projeto, ele resume o motivo de encarar o desafio: "Vou escalar porque será a coisa mais difícil que eu já tentei fazer na vida. Vou escalar porque eu sou capaz."
Palestrante motivacional, o americano possui apenas parte das pernas, que terminam pouco antes dos joelhos, e parte dos braços, que vão até os cotovelos.
Maynard também é praticante de luta greco-romana e jiu-jitsu, e originou um documentário transmitido pela ESPN no ano passado sobre sua primeira luta de MMA (mixed martial arts), modalidade conhecida popularmente como vale-tudo. Ele escreveu um livro contando sua história, intitulado "No Excuses" ("Sem Desculpas"), que apareceu como best-seller na lista do jornal "The New York Times".
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Entenda como a sibutramina age no corpo humano (Postado por Erick Oliveira)
Com a proibição de três medicamentos – anfepramona, femproporex e mazindol – pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a sibutramina é hoje a única droga usada para emagrecer que atua sobre o sistema nervoso. Além dela, só há mais um remédio disponível para esse fim, o orlistate – cujo nome de mercado é Xenical – que age sobre a absorção de gordura no intestino.
O farmacêutico Ivan da Gama Teixeira, diretor técnico e vice-presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), contou que a substância surgiu como um antidepressivo. “Viram que a diminuição do apetite era um efeito colateral e o remédio passou a ser usado como emagrecedor”, explicou.
Contudo, o que a sibutramina faz no cérebro não é exatamente inibir o apetite, como é o caso dos remédios que foram proibidos. Na verdade, ela estimula a saciedade. “Na prática, o paciente fica satisfeito com menos comida”, resumiu o endocrinologista Walmir Coutinho, pesquisador que participou da pesquisa “Scout”, a maior já feita sobre o remédio, que acompanhou pouco menos de 10 mil pacientes durante um período médio de 3 anos e 5 meses.
Os especialistas consultados pelo G1 explicaram que a sibutramina age sobre dois neuro transmissores: a serotonina e a noradrenalina. Esses neurotransmissores funcionam entre os neurônios, levando informações de um para o outro. Nesse processo, geram a sensação de saciedade.
Normalmente, isso ocorre num curto período de tempo, e eles retornam para dentro das células – o que é chamado de recaptação. O que a sibutramina faz é retardar essa recaptação, ou seja, a serotonina e a noradrenalina ficam por mais tempo fazendo a ligação entre os neurônios e deixam o indivíduo saciado.
Efeitos colaterais
Coutinho afirmou que os cientistas ainda estão tentando entender mais detalhes sobre o funcionamento da substância. Por isso, ainda não se sabe explicar por que ocorrem os efeitos colaterais, que, segundo ele, podem ser boca seca, taquicardia e insônia.
A pesquisa “Scout” registrou ainda que, entre pessoas que já têm alto risco de doenças cardiovasculares – como enfarte e derrame –, esse risco aumenta. No entanto, ainda não há explicação de como isso acontece no corpo humano.
O farmacêutico Ivan da Gama Teixeira, diretor técnico e vice-presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), contou que a substância surgiu como um antidepressivo. “Viram que a diminuição do apetite era um efeito colateral e o remédio passou a ser usado como emagrecedor”, explicou.
Contudo, o que a sibutramina faz no cérebro não é exatamente inibir o apetite, como é o caso dos remédios que foram proibidos. Na verdade, ela estimula a saciedade. “Na prática, o paciente fica satisfeito com menos comida”, resumiu o endocrinologista Walmir Coutinho, pesquisador que participou da pesquisa “Scout”, a maior já feita sobre o remédio, que acompanhou pouco menos de 10 mil pacientes durante um período médio de 3 anos e 5 meses.
Os especialistas consultados pelo G1 explicaram que a sibutramina age sobre dois neuro transmissores: a serotonina e a noradrenalina. Esses neurotransmissores funcionam entre os neurônios, levando informações de um para o outro. Nesse processo, geram a sensação de saciedade.
Normalmente, isso ocorre num curto período de tempo, e eles retornam para dentro das células – o que é chamado de recaptação. O que a sibutramina faz é retardar essa recaptação, ou seja, a serotonina e a noradrenalina ficam por mais tempo fazendo a ligação entre os neurônios e deixam o indivíduo saciado.
Efeitos colaterais
Coutinho afirmou que os cientistas ainda estão tentando entender mais detalhes sobre o funcionamento da substância. Por isso, ainda não se sabe explicar por que ocorrem os efeitos colaterais, que, segundo ele, podem ser boca seca, taquicardia e insônia.
A pesquisa “Scout” registrou ainda que, entre pessoas que já têm alto risco de doenças cardiovasculares – como enfarte e derrame –, esse risco aumenta. No entanto, ainda não há explicação de como isso acontece no corpo humano.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O segredo da vida longa pode não estar nos genes
| O segredo da vida longa pode não estar nos genes | |
| Fonte: Universitat Autònoma de Barcelona,08/05/2008 | |
A equipe de pesquisadores, dirigido pelo professor Adolfo Díez Pérez, da Universitat Autònoma de Barcelona apontou que um estilo de vida saudável, uma dieta mediterrânea, um clima temperado e atividade física regular como as razões para uma excelente saúde.
Os pesquisadores estudaram a massa óssea e analisou a genética de homens com saúde invejável que no momento do estudo tinha 113 anos. A pesquisa foi realizada com outros membros de sua família: um irmão de 101 anos, duas filhas com 81 e 77 anos, e um sobrinho com 85 anos, todos nascidos e ainda vivendo numa cidade pequena da Ilha de Maiorca.
As descobertas da pesquisa foram publicadas recentemente e relataram que os ossos dos homens estavam em condições excelentes: sua massa óssea era normal, não havia curvaturas anômalas e ele nunca tinha tido uma fratura. Com relação às análises genéticas, os pesquisadores não conseguiram descobrir qualquer mutação no gene KLOTHO, que está relacionado a um nível bom de densidade mineral e, consequentemente, ossos saudáveis. Também não encontraram quaisquer mutações no gene LRP5, que está associado com longevidade. Nenhum dos membros da família que participou do estudo apresentou qualquer mutação nesse gene.
Os resultados da pesquisa não rejeitam a possibilidade que outras mutações genéticas poderiam influenciar positivamente a longevidade. No entanto, os pesquisadores ressaltam que a saúde excelente dessa família e do homem de 113 anos em particular é provavelmente devido à dieta mediterrânea, ao clima temperado da ilha, à falta de estresse e atividade física regular. O artigo enfatiza o fato que até a idade de 102, o homem andava de bicicleta todo dia e cuidava do jardim da família.
Mais artigos:
Maçã ajuda a viver mais - Journal of Agricultural and Food Chemistry, 07/03/2011
Pessoas felizes têm melhor saúde e vivem mais - Applied Psychology: Health and Well-Being, 01/03/2011
O segredo da vida longa pode não estar nos genes - Universitat Autonoma de Barcelona,08/05/2008
Forma física, e não gordura corporal, pode ser forte indicador de longevidade - JAMA, 05/12/2007
Maçã melhora a memória - Journal of Alzheimer's Disease, 24/01/2006
Nova pesquisa examina genética do envelhecimento bem sucedido - American Journal of Geriatric Psychiatry, 01/09/2006
Pressão sanguínea normal pode aumentar anos de vida - Hypertension, 06/07/2005
Uma maçã por dia protege célula cerebral do Parkinsonismo e de Alzheimer. Journal of Agricultural and Food Chemistry - 17/11/2004
Exercícios moderados podem aumentar a longevidade de pessoas mais velhas - American Journal of Preventive Medicine, 02/07/2004
Dieta do Mediterrâneo dá mais anos de vida após um ataque cardíaco - Sessões Científicas da Associação Americana do Coração, 12/11/2000
Maçã protege contra câncer e radicais livres - Nature, 22/06/2000
Religião pode levar à longevidade - Health Psychology, 04/06/2000
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